Tabela comparativa entre os protocolos analisados
| Protocolo | Significado da sigla | Organização da rede | Acesso ao meio | Foco principal | Contexto típico de uso |
|---|---|---|---|---|---|
| LEACH | Low-Energy Adaptive Clustering Hierarchy | Clusterizada com líderes rotativos | Indireto (via CH) | Economia de energia por agregação | WSNs acadêmicas, monitoramento ambiental |
| PEGASIS | Power-Efficient Gathering in Sensor Information Systems | Cadeia lógica entre nós | Sequencial | Minimização extrema de transmissões longas | Redes densas e estáticas de sensores |
| TDMA | Time Division Multiple Access | Independente de topologia | Divisão temporal determinística | Eliminação de colisões e previsibilidade | Base para redes industriais e tempo real |
| 6TiSCH | IPv6 over TSCH IEEE 802.15.4e | Malha sincronizada e agendada | TDMA + salto de frequência | Confiabilidade + interoperabilidade IP | IIoT, automação, energia |
| WirelessHART | Highway Addressable Remote Transducer (Wireless) | Malha industrial redundante | TDMA + salto de frequência | Robustez e determinismo industrial | Processos industriais críticos |
Conclusão
A análise conjunta de LEACH, PEGASIS, TDMA, 6TiSCH e WirelessHART revela uma linha evolutiva clara na história das redes de sensores e do IoT. Os protocolos acadêmicos, como LEACH e PEGASIS, surgem como respostas diretas ao problema fundamental da limitação energética em sistemas embarcados distribuídos. Eles introduzem conceitos-chave — como agregação de dados, hierarquia e redução de transmissões — que moldaram a forma como pensamos redes de sensores até hoje.
O TDMA aparece como o elo estrutural dessa evolução, fornecendo o mecanismo que torna possível a previsibilidade temporal, o controle de consumo e a ausência de colisões. Sem ele, redes determinísticas simplesmente não existiriam. É justamente sobre esse alicerce que protocolos industriais modernos são construídos, incorporando sincronização rigorosa, escalonamento e confiabilidade como requisitos de projeto, e não como consequências desejáveis.
Já 6TiSCH e WirelessHART representam a maturação desses conceitos, agora inseridos em contextos industriais reais, com exigências de interoperabilidade, segurança, certificação e integração com sistemas IP. Eles demonstram como ideias inicialmente exploradas em ambientes acadêmicos e simuladas em ferramentas como MATLAB se transformam em infraestruturas críticas operando por anos em campo, sobre microcontroladores de baixo consumo e firmwares altamente especializados.
Em síntese, esses protocolos mostram que IoT e sistemas embarcados não evoluem por rupturas, mas por refinamento progressivo de princípios fundamentais. Entender LEACH e PEGASIS não é apenas estudar o passado das WSNs, mas compreender as bases conceituais que sustentam as redes industriais determinísticas e confiáveis que definem o presente e o futuro do IoT.