Table of Contents
- 1 — Espectro Ultravioleta (UV): fundamentos físicos e aplicações
- 2 — Espectro Visível: percepção humana, limites físicos e aplicações
- 3 — NIR (Infravermelho Próximo): propriedades físicas e aplicações estratégicas
- 4 — SWIR (Infravermelho de Onda Curta): identificação de materiais e composição química
- 5 — Combinações espectrais e critérios de escolha em projetos reais
- 6 — Diretrizes práticas para escolha do espectro em sistemas embarcados, IoT e visão computacional
- 7 — Impactos da escolha espectral em algoritmos, IA embarcada e processamento de sinais
- Conclusão — Espectros como decisão de engenharia, não como detalhe óptico
O que são espectros e por que eles importam
Quando falamos em espectros, estamos nos referindo às diferentes faixas do espectro eletromagnético, organizadas de acordo com o comprimento de onda (λ) ou frequência da radiação. Embora o ser humano esteja limitado à percepção do espectro visível, a física nos mostra que a luz é apenas uma pequena janela de um universo muito mais amplo de interações eletromagnéticas. Cada uma dessas faixas carrega informações físicas distintas sobre os materiais, o ambiente e os fenômenos observados.
Do ponto de vista de engenharia — especialmente em sistemas embarcados, sensoriamento, visão computacional, IoT e instrumentação — compreender os espectros não é um luxo acadêmico, mas uma decisão de projeto. A escolha entre UV, Visível, NIR ou SWIR define diretamente o tipo de sensor, a óptica, o custo do sistema, o consumo energético e, principalmente, qual fenômeno físico será detectado. Em muitos casos, mudar a faixa espectral é mais eficiente do que aplicar algoritmos complexos sobre dados inadequados.
Este artigo tem como objetivo apresentar, de forma didática e técnica, o que são os principais espectros usados em aplicações modernas — UV, Visível, NIR e SWIR, além de suas combinações — explicando onde e por que cada um deve ser utilizado. A proposta não é apenas descrever faixas de comprimento de onda, mas conectar cada espectro às aplicações reais, aos sensores disponíveis e às decisões de arquitetura em sistemas embarcados e industriais.